
C E R A . Q U E N T E
V E R S Ã O . 2 . F A T . A N D . 2 . F U R I O U S
Julho 13, 2007
O Cera Quente se mudou:
Agora está
aqui
E sim, eu voltei.
dito por Leela | 6:51 AM |
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Maio 13, 2007
Com ritmo: "I can see clearly now my brain's gone..."
Mais uma vez, todo mundo junto.
Ok. Não tá dando, mas eu não morri, não tive AVC, não fui presa e nem tive filhos.
Ando é desinteressada. A respeito de tudo. Descobri que era sério no dia que não tinha nada que me satisfizesse como wallpaper no PC. Dessa maneira, tenho essa tela branca e brilhante me olhando fixamente, mais do que olho para ela. Talvez ela tenha alguma idéia que me preencha, porque eu, por outro lado, não tenho nenhuma para dar-lhe vida.
Ando bastante ocupada também. Emagrecendo e emburrecendo, talvez. Proporcionalmente. Não era isso mesmo que eu queria? Não é lá grandes coisas como pensei.
Eu volto, ainda que eu não saiba bem quando, mas volto.
dito por Leela | 2:09 AM |
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Março 4, 2007
dito por Leela | 7:37 AM |
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Março 3, 2007
I do my crying in the shower.
É mais digno.
dito por Leela | 3:58 AM |
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Fevereiro 16, 2007
Broxante para leigos
Acontece que o coração anda bem, a mente manisfestando coisas que nem sabia mais como eram, músicas românticas cafonas em alta... Oras, todos sabem o que isso significa. Aquele medo pequeno de perder algo que está tão bom e noites de sono permeadas de situações que só acontecerão num futuro próximo na realidade, mas já tantas vezes no pensamento. Tudo lindo, perfeito. Aquela carinha de anjo, a voz que sussurra palavras que acho tão bonitas e aqueles olhos que nunca me canso de olhar... Andar já é um ato desconhecido porque agora eu flutuo.
E flutuando eu abro a porta do quarto e dou de cara com uma barata.
Vou te contar...
dito por Leela | 4:05 AM |
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Fevereiro 11, 2007
Considerando o fato de que dormir é a terceira melhor coisa do universo e beber a segunda, eu devo continuar nessa rotina até amanhã. É.
A propósito, o tal do Papai Noel existe. E está sendo bonzinho para mim.
dito por Leela | 4:13 PM |
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Janeiro 28, 2007
* Esqueçam o que eu disse antes sobre HQs e efeitos. Não prestam pra isso.
* Eu odeio a Lapa, mas aquela caipirinha poderia mesmo me fazer morar lá.
* Depois que sentei aqui para corrigir deveres de alunos e me distrair, às vezes, com a internerd, percebi que hoje não comi. Avanço ou retrocesso?
* Hoje eu me arrumei - à toa -, me achei bonita, então dei uma volta na Lapa pra ver se algum gringo achava também. Fugi, rápido, dos tipo que vi.
* Tocos à parte, também não recebi nenhum spam hoje. Ê-lelê...
Cama, por que te deixei hoje?
Vou levar minha carcaça dolorida e descrente pra cama. Câmbio, desligo.
Current music: Butterfly caught - Massive attack
dito por Leela | 11:46 PM |
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Meu talento para HQs já começa a surtir efeito e por isso tenho que perder uns 30 kg até às sete horas.
Parece razoável, mas por que é mesmo que homens têm sempre o pior timing, hein?
Não estou reclamando...
dito por Leela | 10:24 AM |
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Janeiro 27, 2007
Cúmulo da derrota
Hoje nem spam me enviaram.
dito por Leela | 8:35 PM |
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Janeiro 22, 2007
Ontem, enquanto com amigos, gargalhei alto.
Assim como uma mulher qualquer, mundana e suja.
Gargalhei vulgarmente que era pra eu acreditar que estava achando graça.
dito por Leela | 10:23 PM |
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Antes tarde...
Após uma longa e tenebrosa fase enjoativamente chata e permeada de posts de auto-ajuda - do jeitinho que costumo criticar, o meu pH voltou à acidez normal (essa é a parte do texto em que o pessoal das ciências biológicas fica louco para me matar pelo excesso de ignorância). Nada muito significativo aconteceu, é verdade, mas isso é o que menos importa. O que deve ser mesmo levado em consideração é que minha verve psicótica-maníaco-depressiva ainda existe. Em outras palavras, eu continuo a mesma chata rabugenta de sempre e os meus amigos continuam gostando de mim. Ademais, tem a demissão que pedi, os estudos para o concurso público e a volta dos que não foram (eu não quero explicar). Para comemorar, criei um personagem que deve aparecer por aqui mais vezes. A quem, inspirado por tamanha falta de talento gráfico e criatividade, for jogar tomates contra mim: no cabelo, não!

(Clique na imagem para ampliar)
dito por Leela | 9:47 PM |
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Janeiro 12, 2007
A fera estava adormecida. Foi acordada e está mais furiosa do que nunca.
Sim, é a desculpa que dou por nem aparecer por aqui.
dito por Leela | 4:49 PM |
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Janeiro 2, 2007
So far, so good
O primeiro dia do ano já acabou. Não que eu me importe, já disse antes que essa coisa de ano novo é deveras overrated. É só mais um dia, se fosse mesmo seguir tal lógica deveríamos comemorar com fogos o final de cada mês. Seria algo como os relacionamentos modernos. Antes se comemorava cada ano de namoro, agora cada mês já é motivo, considerando-se que os namoros não duram muito. Há de se poder dizer o mesmo sobre a vida, se analisarmos pela perspectiva da violência.
Voltando ao que importa, o que eu realmente queria escrever a respeito é sobre o balanço do dia, ou ainda, impressões sobre 2007. Eu arrebentei a tira do primeiro par de Havaianas que comprei, revi uma amiga, comi muito doce mesmo, escutei uma teoria machista sobre a relação homem x mulher e, por educação - essa maldita - tive que ficar quieta e sorrir amarelo, bebi uma garrafa de vinho sozinha (ninguém percebeu), fiz um texto mentalmente enquanto fazia as unhas - não disse que ficou bom, mas... e last, but not least me livrei das falsas amizades. Então até aqui, tudo bem. Mas foi só o começo...
dito por Leela | 1:52 AM |
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Janeiro 1, 2007
A todos que passam por aqui

dito por Leela | 6:01 PM |
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Dezembro 27, 2006

Está acontecendo. A necessidade de escrever por qualquer coisa para extravasar está voltando (isso e a disponibilidade). Seria irresponsável, entretanto, dizer que é só um desejo de digitar palavras desconexas. Eu só me lembro de ter sido tão introspectiva quando era criança. Naquela época, eu sabia ficar em silêncio pela vergonha de ser diferente. Se eu ficasse muda e imóvel talvez pudesse me tornar invisível, eu pensava. O dom da invisibilidade não é para qualquer pessoa, mas acho que o reencontrei.
Sinto medo de pouca coisa hoje em dia. Parei de ter medo de me ferir, uma vez que as pessoas que eu menos esperava não hesitaram em fazê-lo. Aprendi que ninguém está a salvo, é claro. E isso é bom ou viver seria um tédio. Atualmente, só tenho medo de perder quem eu amo para morte, já que esta sim é irreversível. Todo o resto passa com o tempo, até eu passo.
Tenho várias frustrações, mas quem não tem? E tenho várias boas lembranças também de pessoas que amei e que me amaram de volta. Estranho saber só hoje que os relacionamentos terminados deram certo sim, só que por tempo determinado. Pergunto-me se a vida não é mesmo sempre desta maneira: começo, meio e fim. Afinal, eu continuo entediando-me das coisas, assuntos e pessoas. E rápido.
A vontade-clichê-lugar-novo-onde-ninguém-me-conhece-ou-fala-minha-língua ainda reside, mas terá seu tempo certo para acontecer ou pelo menos, é como gosto de pensar. E aquela pergunta antiga (Será que vou ser feliz?) já foi respondida. Claro que sim, alguns dias mais que outros. Em outros ainda, quase nada. Exceto naqueles que serei absolutamente feliz.
Fiquei mais cautelosa a respeito de quem chamarei de amigo daqui pra frente. Recentemente, me apaixonei por quatro homens diferentes em um mês, o que me provou que não sei bem pra onde vou. Mas não estou com pressa, seja onde for, acabo chegando.
Ainda sofro por nunca ter tido um verso, prosa ou poesia, ou seja, um punhado de palavras lindas e postas juntas só para mim. Eu mudei. Acredito menos nas pessoas, mas de alguma forma quase milagrosa, acredito mais em mim.
dito por Leela | 7:39 PM |
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Today's fortune
Current music:
Don't panic -
Coldplay (putz, como eu adoro essa música. O tempo passa e sempre me sinto em casa quando ouço).
dito por Leela | 6:50 PM |
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Dezembro 26, 2006

O ritual de fim de ano para mim é diferente. Acho que sempre será. Caracterizado por essa constante luta que travo com meus familiares e com minha sombra para ficar sozinha. O paradoxo reside no fato de não ficar muito feliz quando, invariavelmente, me acho só. Este Natal pode ter sido uma exceção. Pode ser também, um daqueles momentos em que a realidade ainda não me bateu na cabeça em cheio para eu percebê-la. Algumas pessoas me acham muito inteligente. Eu diria que guardo infomações bem, mas quando as coisas se viram para o lado sentimental, eu sou uma ilha. Mesmo sabendo que ninguém é feliz sozinho. Mas daí, isso me remete à minha opinião sobre felicidade - o fato transitório mais esperado. Sempre tenho essa impressão de que estou esperando por algo que pode estar acontecendo neste momento. Talvez só eu não veja. De qualquer maneira, eu entendo melhor o mundo - estou me referindo ao meu próprio - quando passo momentos sozinha comigo. Houve hoje, essa falha temporal, uma hora perdida no tempo, de paz inusitada, entre o calor e a sonolência provenientes do efeito do vinho. Deitei no chão brilhante e novo da sala e dormi. Sonhei comigo entre muitas pessoas parecidas e não me sentia só. E acordei um pouco mais crente na felicidade duradoura.
dito por Leela | 3:09 AM |
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Dezembro 24, 2006
Mission Accomplished.
dito por Leela | 4:49 PM |
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Por que o pisca-pisca nunca dura mais de dois natais? O saldo de hoje é muita fome, sono, alergia, uma briga, o esquecimento de um presente, um copo de coca-cola, dois choques enquanto continuo insistindo em fazer o pisca-pisca funcionar. Para piorar não tem fita isolante. Será que fita crepe é inflamável? Se eu não postar mais, é... :)
dito por Leela | 4:24 PM |
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Do dia ou da madrugada
Eu não durmo mais, eu perco a consciência.
dito por Leela | 3:34 AM |
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Dezembro 23, 2006
Sinteko, falta de tempo, muito trabalho, unha encravada pela pedicure, decepções com so-called friends e muito álcool. É, fim de ano. De novo. Detesto.
Eu sei, sem novidades.
dito por Leela | 2:53 PM |
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Dezembro 19, 2006
Quando eu era pequena, achava que seria bem-sucedida aos 25 anos e saberia até o que é Hermenêutica. A ironia é que já sei da tal há tanto tempo e nada de sucesso. Talvez seja o tempo de refazer os votos. Um dia, serei tão bem-sucedida que saberei até o que é Confiança.
dito por Leela | 1:01 AM |
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Dezembro 17, 2006
Mein Leben hat keine Bedeutung.
dito por Leela | 3:07 AM |
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Reality sucks big time
Foi assim: Conhecer o cara promissor, inteligente, agradável, referências parecidas. Não houve A centelha logo de saída, mas poderia ser trabalhado. Lembrar da amiga deprimida com o fim do namoro de 7 anos. E pensar em juntá-los e conseguir, mesmo com aquele sentimento de perda de podia-ser-ele. Alguma coisa dando errado no meio do processo o faz me dizer que era eu, não ela. Não posso aceitar, não posso sonhar a respeito, nem permitir o beijo. Nego tudo, mesmo não querendo, porque amigos são amigos. Ela não pensa assim, acha que me insinuei ou algo e me bane de sua vida. Ele, por sua vez, larga ela e se despede de mim também, dizendo que eu sou infinitamente covarde. Talvez eu seja mesmo.
MAS
Deveria ter sido assim: Conhecer o cara promissor, inteligente, agradável e de referências parecidas. Permitir o cortejo. Não pensar em amiga nenhuma. Deixá-lo me chamar de Rachel (piada interna), gastar uma grana de ponte aérea no fim de semana, engordar para depois emagrecer, comendo a melhor comida do mundo, ter emoções fortes com surpresas, poemas ruins, mini aulas de hebraico e sorvete de creme com banana para, de repente assim, me sentir enormemente feliz.
dito por Leela | 2:29 AM |
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Dezembro 16, 2006
Espírito natalino
A tradicional babaca-à-la-5-anos-de-idade cartinha de natal para lembrar quem eu sou.
Nota: quando eu tiver o
presente, implorar para ele dizer:
Spaziergang. Várias vezes.
dito por Leela | 1:26 AM |
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Dezembro 14, 2006
Fica aqui decretado então, o dia em que resolvi nunca mais valorizar quem não faz o mesmo por mim. Todos aqueles que fazem pouco caso, os que mentem, os que tentam me magoar e os que ignoram. A partir de hoje não fazem mais parte da minha vida. O fato é que só preciso de quem realmente tenho. O resto é dispensável, e até indesejável. Boa vida. E se não for lá muito boa, também não me faz diferença.
dito por Leela | 4:58 AM |
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Dezembro 11, 2006
Cotidiano
Aproveitou que estava lavando a louça do jantar de costas para todos e com o barulho da água jorrando como cúmplice, e deu de chorar. Lembrou-se do que sonhara para a própria vida, comparou friamente com a que levava e se deixou abater qual uma formiga sob o ataque certeiro de um dedão. As costas arqueadas e trêmulas e os olhos embaçados, quase cegos, inundados das mais pesadas e antigas lágrimas. Identificou o som da TV ligada na sala. No futebol, como sempre. Ouvia a indiferença de seu marido, estirado no sofá, de longe. Jogou tudo que era plástico com raiva de si mesma, quebrou um copo acidentalmente. Sentiu vergonha de si, tentou pegar os cacos que repousavam espalhados no mármore molhado com pressa. Sentiu quando o pedaço de vidro disfarçado de água penetrou-lhe a ponta do dedo. Puxou-o de dentro da pele como se o fizesse com outra pessoa.
Jogou os restos mortais do copo fora com o dedo na boca. Voltou a pia, levou a mão para baixo da água corrente. Sangrava incessantemente e o sangue descia o ralo numa espiral que girava no sentido horário. Aos poucos a hemorragia foi cessando até parar, tal qual seu choro. O dedo ferido, tal qual sua alma. Mais tarde mostrou o ferimento para o marido que não conseguiu ver, tal qual sua infelicidade.
dito por Leela | 6:02 AM |
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Das coisas que tenho no momento
Uma insônia que desafia os princípios da física, muito dever para corrigir, uma impaciência doentia, cabelo liso demais (quem diria...), um par de olheiras indecente, uma picada de mosquito no braço e anelzinho de plástico que veio no doce e ele me deu.
- Quer ser minha doce esposa?
- I do.
Risos.
Agora do nada, tenho esse sorriso bobo nos lábios também.
dito por Leela | 4:37 AM |
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Dezembro 3, 2006
Se apaixonar por si próprio = importante.
Se apaixonar DEMAIS por si próprio = irritante.
Confundir os dois: fácil.
Aturar quem confunde: Muito difícil.
Acredite.
dito por Leela | 11:21 PM |
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Dezembro 2, 2006
Eu de dieta, por uma vida menos ordinária. Nunca mais bebi coca-cola, mas e o diacho do álcool? Alguém me disse: "Cada tulipa de chopp, um pão francês. Pão líquido."
Muito ingênuo de minha parte achar que isso iria mesmo dar um fim no conflito. Agora a cada chopp que tomo, a paranóia é presente e se repete como mantra - um pão francês, dois pães... - mas ainda assim, não consegui parar antes do segundo. Dois pães assim do nada, prejudicam o andamento da dieta. Será o fim das noites no Planalto do Chopp?? Será?? Aguarde os próximos capítulos.
dito por Leela | 5:04 AM |
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Alta rotatividade
Nunca tive tantos sonhos eróticos como aconteceu nessa semana. Um entra e sai (pense o que quiser) de homens pelo mundo de sonhos. O mesmo que deveria ser mandado por mim. Bem, na verdade é, mas por uma camada do inconsciente tão inacessível que é quase como se não houvesse controle. Quando digo que foi uma semana movimentada no cérebro adormecido, não quero dizer que foi bom, não. Para ser bem honesta, todos os homens que quase tenho asco estavam lá. Houve uma noite que cheguei a pensar lá de dentro do sonho, quando apareceu um cara muito do esquisito:"espero que não seja um daqueles sonhos." E era. Credo. Até um antigo professor do ensino fundamental estava lá dividindo lençóis comigo.
Cismada mesmo fiquei quando me dei conta da reincidência da coisa. E certa de que sei muito bem o que significa, resolvi, só desta vez, não desligar o telefone da tomada na hora de dormir.
dito por Leela | 4:19 AM |
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Novembro 28, 2006
Voltando então ao bom e velho:
Drops:
- Não é boato. Eu não tenho tempo nem de respirar ultimamente. E quando tenho, acabo com muita preguiça.
- Eu voltei a falar palavrão. E para ser mais específica, na semana passada eu falei até quando não deveria. Só para compensar.
- Falando em retorno, as aulas de alemão estão a todo vapor. Resolvi que quero aprender chinês também.
- Tô começando a considerar o exercício da escrita para publicação, ou seja, quero escrever um livro. Daí fica faltando só o filho e a árvore que ainda não plantei.
- Ando pensando em mudar o blog para o Blogger gringo. O brasileiro tá difícil de aturar. Semana passada, meu blog e os de outras pessoas não podiam ser acessados.
- Nunca fui tão louca no tocante à vida afetiva. Há cinco dias atrás eu estava pré-apaixonada, hoje nem atração. E tem sido assim por todo esse segundo semestre.
- Eu queria pontuar mais algumas coisas para me situar, mas o sono é invisível e infalível. Câmbio. Desligo.
dito por Leela | 2:13 AM |
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Novembro 17, 2006
A quase certeza da existência do mal
Olhar para um deles, não pode. Ou até pode, mas só olhar. Quando as olhadas estão ficando fora de controle, é a hora de pensar em todas as coisas nada atraentes que existem na face da Terra. Sou boa nisso. Ou ao menos era. Um semestre de tortura pode-se dizer. Frio na barriga e muitas conversas com meu outro Eu: "Ele está olhando, e agora? Manda ele parar! Alguém me ajude! Socorro!". E assim foram seis meses de insanidade temporária, ansiedade e culpa. Acaba um ciclo, começa o outro assim como é de praxe. Mesma turma, novo semestre. Lá está ele. Pronto, agora ferrou-se.
Mas é tudo alarme falso. Uma mudança de horário o afasta. É ruim, mas é bom. O tempo, que é o mestre da enganação, a cura dos males e muito mais, faz seu papel.
Noite calma, vida calma. Abre-se uma porta e lá está ele de novo. Pronto, agora ferrou-se lindamente.
Faz ele parar de me olhar assim. Não consigo nem encará-lo. Tenho medo de esquecer os olhos nele. E essa alegria indisfarçável na minha voz? Será que estão percebendo?
Respiro. Sei que sou boa nessa coisa de esquecer. Passa o dia e quase não lembro mais, até que eu durmo. Lá está ele outra vez. Pronto, agora ferrou-se mesmo. Essa coisa imaginária de colocar os dentes no meu piercing, as mãos nas minhas costas e os lábios no meu pescoço, vai acabar comigo. Se me olhar daquele jeito de novo, eu infarto. E aí sim. Pronto, fodeu-se de vez.
dito por Leela | 1:32 AM |
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Novembro 6, 2006
Wish
or maybe someday
or it wasn't this time
It only hurts when I breathe.
dito por Leela | 1:35 AM |
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Outubro 30, 2006
Considerações sobre um dia doente em casa
Primeiro dá aquela sensação de liberdade. Ligar para o trabalho e dizer que não vai - por um ótimo e inargumentável motivo. É uma onda de poder misturada com alívio e a certeza estúpida de que vai ser incrivelmente bom ficar deitada o dia inteiro com febre e colocando catarro para fora por tudo quanto é orifício da cabeça.
Vem a primeira soneca, um sonhozinho bom aqui outro ali, mas daí o corpo cansa de ficar ligando e desligando. É aí que vem a triste descoberta de que ficar em casa doente é um saco. Tudo que sempre se pensou em fazer, no caso de se estar em casa, cai por terra já que a carcaça febril não acompanha a mente.
Mas lá nos últimos momentos do único dia excepcional da semana, tenta-se agarrar àquelas coisas que não se tinha mais tempo de reparar.
Hoje, por exemplo, entre fungadas e gotas de Neosoro, reparei que comprei um tubo de creme dental de 180g. Tentei colocar no porta-escova e pasta e não coube - obviamente. Assim como não havia espaço no armarinho do banheiro também. Ri sozinha. Pra que diabos alguém precisa de um tubo de pasta deste tamanho?
Achei uma sacola de roupas recém-compradas. Nem me lembrava delas. Fiquei curiosa tentando me lembrar quando comprei a calcinha rosa cheia de lacinhos. Não consegui. Comprei um pacote com 500 cotonetes e não sei onde guardei. O que é interessante considerando que usei o último hoje. Vejo-me comprando mais 500 e achando o pacote perdido logo em seguida.
Tomei 400.000 antigripais - que não adiantaram nada, diga-se de passagem. E fiquei sentada ou deitada resolvendo o que ia fazer. O resultado foi que o dia passou e não fiz nada além de ficar na posição horizontal com febre e a parte do catarro eu não repito porque descobri hoje que tenho problemas com essa palavra.
dito por Leela | 9:31 PM |
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Outubro 14, 2006
Que nome eu poderia dar para meu blog que não fosse esse??
Eu não sei. Sugestões?
dito por Leela | 10:19 PM |
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Outubro 10, 2006
Falta tempo.
Eu falto aqui.
ainda assim fico feliz por ver que tem gente que não falta.
Três linhas só para dizer: Valeu.
dito por Leela | 9:31 PM |
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Setembro 10, 2006
Goldeneye
Ele tem olhos dourados. Não são castanhos, nem mel... São dourados mesmo. Raramente sorri. Eu não me importo já que me acompanha pelo bairro para que possamos fotografar tudo. Ele não interage muito, mas eu fico confortável em seu silêncio e na cadência dos nossos passos que vão lado a lado esmagando os pequenos cristais de areia das praças.
Começava a amanhecer dia desses, quando ele se voltou para mim e perguntou se eu poderia fotografá-lo em meio ao cenário simultaneamente bucólico e urbano. Eu disse que sim e aceitei a máquina que ele estendera a mim. Como a luz não era das mais cooperativas, lhe pedi que mudasse de posição, procurei ângulos e finalmente lhe perguntei onde estava o zoom de sua câmera. Ele coçou a cabeça e segurando a máquina de uma maneira pela qual eu não a soltasse, me guiou em sua direção. Eu observava seu rosto sério e concentrado enquanto o fazia.
- O zoom? Fica aqui... Chegue mais perto de mim... - ele dizia e me puxava contra ele ao mesmo tempo. Achei que se referia a um pequeno botão que encontrei tateando com o polegar embaixo da câmera. Perguntei se era esse para me certificar e ele, que estava muito perto, sorriu. Foi aí que eu entendi o que quis dizer quando falou:" chegue mais perto". Entre desconsertada e divertida, me afastei o chamando de bobo ou algum adjetivo semelhante e ele riu. Um riso espontâneo, sonoro, lindo. Fotografei os olhos dourados e o raro sorriso no amanhecer.
Quisera eu ter a foto.
dito por Leela | 8:57 PM |
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Sono turbulento
Hoje eu parei por um momento e me dei conta de que não tenho tempo.
Nem para ser eu mesma.
Só essa pessoa de comportamento socialmente aceito.
Nem gosto muito dela.
Não queria nada disso.
Eu queria ser fotógrafa.
Eu queria ser astronauta.
Eu queria ser compositora.
Eu queria voar. Rápido e em direção ao chão. Subir a tempo e começar de novo.
Eu queria ter certeza.
Eu queria não saber nada.
Eu queria estar o tempo todo adormecida.
Eu queria saber que estou acordada.
dito por Leela | 8:41 PM |
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Setembro 5, 2006
ANGER
Odeio quem odeia demais, eu incluída, mas por outro lado sinto que o ódio é só um sentimento que os covardes supervalorizam - igualzinho ao amor. Puá! Mas tem esses dias que gostaria de quebrar pescoços tão recheados de infinita escrotice e imbecilidades...
Não suporto gente feliz sem motivo: tá feliz? Sorria. Não tá? Chora, cacete! Coisa mais irritante essa doutrina Paulo-Coelho-Zélia-Gattai-auto-ajuda-de-merda-estou-sempre-bem-porque-o-que-eu-penso-acontece... Quanta pretensão!
Outra coisa que me irrita: Pretensão desmedida. Sim, porque quando é pouca eu posso debochar. Sinto, com pesar, que as pessoas tendem a demonstrar o mesmo comportamento novelístico e condenam aqueles poucos que ainda são originais. A vida é a vida (profuuuundo), não é péssima e nem perfeita. Apesar de em alguns momentos ser as duas coisas. Mas agora, aqueles que a julgam de um jeito ou outro todo o tempo têm problemas. Sérios.
Eu odeio um monte de coisas, pequenas coisas que ao se juntarem, viram essa lista quase infindável (eu disse quase). Eu odeio quem acha que Radiohead é música de fossa: Primeiro, a fossa não registrou trilha sonora. Segundo, música é uma questão de interpretação. Se você tem problemas sexuais com alguma banda, acho justo, razoável e decente guardar para si. E terceiro, convenhamos: só quem conhece Radiohead e outras bandas similares (Coldplay não é uma delas) sabe o trabalho musical, a capacidade criativa, experimental e inovadora da coisa. Afinal, os três acordes dos Ramones que eram legais na adolescência, já venceram o prazo de validade. Eu odeio quem não se reinventa, não ousa, não muda, não evolui e ainda acha bom.
Eu odeio quem chama personagem de novela pelo primeiro nome e odeio mais ainda não ter jornais abertos na primeira página nas bancas porque as revistas sobre novelas (chamando personagens pelo nome) estão ocupando o espaço.
Tenho asco a pessoas que gostam de enumerar conhecimentos para impressionar outrem. Sempre os da moda. Nunca vi alguém enumerar coisas fora do mainstream. E é justo essa repetição e incapacidade para livre interpretação que me irrita. Não é o que visto ou ouço que me define. Essa coisa de bom e mau é extremamente simplista. Achar que um ser humano se restringe a isso é realmente muito maniqueísmo.
Outro dia conheci meu Dopplegänger. Ele detesta tudo que eu detesto. Mas usa o termo: "Eu tenho raiva de..." Daí segue a lista idêntica a minha. Acaba que adoro encontrar alguém que sabe do que estou falando. Ou ainda melhor: Alguém menos plástico do que a maioria.
Oras, o ser humano é maravilhosamente dotado de emoções. Por que não usá-las? A busca pela banalidade de certas pessoas me assusta. E me confunde ao mesmo tempo que se entrelaça com a mediocridade. Triste e real. A burrice é quase tangível e impressionantemente infinita.
No fim das contas, quase compreendo. Não fosse a ignorância, como poderíamos sorrir?
dito por Leela | 11:07 AM |
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