Grrrrrrrrr!!
C E R A . Q U E N T E
V E R S Ã O . 2 . F A T . A N D . 2 . F U R I O U S




Dezembro 27, 2006

O beijo.Está acontecendo. A necessidade de escrever por qualquer coisa para extravasar está voltando (isso e a disponibilidade). Seria irresponsável, entretanto, dizer que é só um desejo de digitar palavras desconexas. Eu só me lembro de ter sido tão introspectiva quando era criança. Naquela época, eu sabia ficar em silêncio pela vergonha de ser diferente. Se eu ficasse muda e imóvel talvez pudesse me tornar invisível, eu pensava. O dom da invisibilidade não é para qualquer pessoa, mas acho que o reencontrei.
Sinto medo de pouca coisa hoje em dia. Parei de ter medo de me ferir, uma vez que as pessoas que eu menos esperava não hesitaram em fazê-lo. Aprendi que ninguém está a salvo, é claro. E isso é bom ou viver seria um tédio. Atualmente, só tenho medo de perder quem eu amo para morte, já que esta sim é irreversível. Todo o resto passa com o tempo, até eu passo.
Tenho várias frustrações, mas quem não tem? E tenho várias boas lembranças também de pessoas que amei e que me amaram de volta. Estranho saber só hoje que os relacionamentos terminados deram certo sim, só que por tempo determinado. Pergunto-me se a vida não é mesmo sempre desta maneira: começo, meio e fim. Afinal, eu continuo entediando-me das coisas, assuntos e pessoas. E rápido.
A vontade-clichê-lugar-novo-onde-ninguém-me-conhece-ou-fala-minha-língua ainda reside, mas terá seu tempo certo para acontecer ou pelo menos, é como gosto de pensar. E aquela pergunta antiga (Será que vou ser feliz?) já foi respondida. Claro que sim, alguns dias mais que outros. Em outros ainda, quase nada. Exceto naqueles que serei absolutamente feliz.
Fiquei mais cautelosa a respeito de quem chamarei de amigo daqui pra frente. Recentemente, me apaixonei por quatro homens diferentes em um mês, o que me provou que não sei bem pra onde vou. Mas não estou com pressa, seja onde for, acabo chegando.
Ainda sofro por nunca ter tido um verso, prosa ou poesia, ou seja, um punhado de palavras lindas e postas juntas só para mim. Eu mudei. Acredito menos nas pessoas, mas de alguma forma quase milagrosa, acredito mais em mim.

dito por Leela | 7:39 PM | |




Today's fortune




Current music: Don't panic - Coldplay (putz, como eu adoro essa música. O tempo passa e sempre me sinto em casa quando ouço).

dito por Leela | 6:50 PM | |




Dezembro 26, 2006


O ritual de fim de ano para mim é diferente. Acho que sempre será. Caracterizado por essa constante luta que travo com meus familiares e com minha sombra para ficar sozinha. O paradoxo reside no fato de não ficar muito feliz quando, invariavelmente, me acho só. Este Natal pode ter sido uma exceção. Pode ser também, um daqueles momentos em que a realidade ainda não me bateu na cabeça em cheio para eu percebê-la. Algumas pessoas me acham muito inteligente. Eu diria que guardo infomações bem, mas quando as coisas se viram para o lado sentimental, eu sou uma ilha. Mesmo sabendo que ninguém é feliz sozinho. Mas daí, isso me remete à minha opinião sobre felicidade - o fato transitório mais esperado. Sempre tenho essa impressão de que estou esperando por algo que pode estar acontecendo neste momento. Talvez só eu não veja. De qualquer maneira, eu entendo melhor o mundo - estou me referindo ao meu próprio - quando passo momentos sozinha comigo. Houve hoje, essa falha temporal, uma hora perdida no tempo, de paz inusitada, entre o calor e a sonolência provenientes do efeito do vinho. Deitei no chão brilhante e novo da sala e dormi. Sonhei comigo entre muitas pessoas parecidas e não me sentia só. E acordei um pouco mais crente na felicidade duradoura.

dito por Leela | 3:09 AM | |




Dezembro 24, 2006

Mission Accomplished.

dito por Leela | 4:49 PM | |




Por que o pisca-pisca nunca dura mais de dois natais? O saldo de hoje é muita fome, sono, alergia, uma briga, o esquecimento de um presente, um copo de coca-cola, dois choques enquanto continuo insistindo em fazer o pisca-pisca funcionar. Para piorar não tem fita isolante. Será que fita crepe é inflamável? Se eu não postar mais, é... :)


dito por Leela | 4:24 PM | |




Do dia ou da madrugada

Eu não durmo mais, eu perco a consciência.

dito por Leela | 3:34 AM | |




Dezembro 23, 2006

Sinteko, falta de tempo, muito trabalho, unha encravada pela pedicure, decepções com so-called friends e muito álcool. É, fim de ano. De novo. Detesto.

Eu sei, sem novidades.

dito por Leela | 2:53 PM | |




Dezembro 19, 2006

Quando eu era pequena, achava que seria bem-sucedida aos 25 anos e saberia até o que é Hermenêutica. A ironia é que já sei da tal há tanto tempo e nada de sucesso. Talvez seja o tempo de refazer os votos. Um dia, serei tão bem-sucedida que saberei até o que é Confiança.

dito por Leela | 1:01 AM | |




Dezembro 17, 2006

Mein Leben hat keine Bedeutung.

dito por Leela | 3:07 AM | |




Reality sucks big time


Foi assim: Conhecer o cara promissor, inteligente, agradável, referências parecidas. Não houve A centelha logo de saída, mas poderia ser trabalhado. Lembrar da amiga deprimida com o fim do namoro de 7 anos. E pensar em juntá-los e conseguir, mesmo com aquele sentimento de perda de podia-ser-ele. Alguma coisa dando errado no meio do processo o faz me dizer que era eu, não ela. Não posso aceitar, não posso sonhar a respeito, nem permitir o beijo. Nego tudo, mesmo não querendo, porque amigos são amigos. Ela não pensa assim, acha que me insinuei ou algo e me bane de sua vida. Ele, por sua vez, larga ela e se despede de mim também, dizendo que eu sou infinitamente covarde. Talvez eu seja mesmo.

MAS

Deveria ter sido assim: Conhecer o cara promissor, inteligente, agradável e de referências parecidas. Permitir o cortejo. Não pensar em amiga nenhuma. Deixá-lo me chamar de Rachel (piada interna), gastar uma grana de ponte aérea no fim de semana, engordar para depois emagrecer, comendo a melhor comida do mundo, ter emoções fortes com surpresas, poemas ruins, mini aulas de hebraico e sorvete de creme com banana para, de repente assim, me sentir enormemente feliz.

dito por Leela | 2:29 AM | |




Dezembro 16, 2006

Espírito natalino

A tradicional babaca-à-la-5-anos-de-idade cartinha de natal para lembrar quem eu sou.



Nota: quando eu tiver o presente, implorar para ele dizer: Spaziergang. Várias vezes.

dito por Leela | 1:26 AM | |




Dezembro 14, 2006

Fica aqui decretado então, o dia em que resolvi nunca mais valorizar quem não faz o mesmo por mim. Todos aqueles que fazem pouco caso, os que mentem, os que tentam me magoar e os que ignoram. A partir de hoje não fazem mais parte da minha vida. O fato é que só preciso de quem realmente tenho. O resto é dispensável, e até indesejável. Boa vida. E se não for lá muito boa, também não me faz diferença.

dito por Leela | 4:58 AM | |




Dezembro 11, 2006

Cotidiano

Aproveitou que estava lavando a louça do jantar de costas para todos e com o barulho da água jorrando como cúmplice, e deu de chorar. Lembrou-se do que sonhara para a própria vida, comparou friamente com a que levava e se deixou abater qual uma formiga sob o ataque certeiro de um dedão. As costas arqueadas e trêmulas e os olhos embaçados, quase cegos, inundados das mais pesadas e antigas lágrimas. Identificou o som da TV ligada na sala. No futebol, como sempre. Ouvia a indiferença de seu marido, estirado no sofá, de longe. Jogou tudo que era plástico com raiva de si mesma, quebrou um copo acidentalmente. Sentiu vergonha de si, tentou pegar os cacos que repousavam espalhados no mármore molhado com pressa. Sentiu quando o pedaço de vidro disfarçado de água penetrou-lhe a ponta do dedo. Puxou-o de dentro da pele como se o fizesse com outra pessoa.
Jogou os restos mortais do copo fora com o dedo na boca. Voltou a pia, levou a mão para baixo da água corrente. Sangrava incessantemente e o sangue descia o ralo numa espiral que girava no sentido horário. Aos poucos a hemorragia foi cessando até parar, tal qual seu choro. O dedo ferido, tal qual sua alma. Mais tarde mostrou o ferimento para o marido que não conseguiu ver, tal qual sua infelicidade.

dito por Leela | 6:02 AM | |




Das coisas que tenho no momento

Uma insônia que desafia os princípios da física, muito dever para corrigir, uma impaciência doentia, cabelo liso demais (quem diria...), um par de olheiras indecente, uma picada de mosquito no braço e anelzinho de plástico que veio no doce e ele me deu.

- Quer ser minha doce esposa?
- I do.

Risos.

Agora do nada, tenho esse sorriso bobo nos lábios também.

dito por Leela | 4:37 AM | |




Dezembro 3, 2006

Se apaixonar por si próprio = importante.
Se apaixonar DEMAIS por si próprio = irritante.


Confundir os dois: fácil.
Aturar quem confunde: Muito difícil.

Acredite.

dito por Leela | 11:21 PM | |




Dezembro 2, 2006

Eu de dieta, por uma vida menos ordinária. Nunca mais bebi coca-cola, mas e o diacho do álcool? Alguém me disse: "Cada tulipa de chopp, um pão francês. Pão líquido."
Muito ingênuo de minha parte achar que isso iria mesmo dar um fim no conflito. Agora a cada chopp que tomo, a paranóia é presente e se repete como mantra - um pão francês, dois pães... - mas ainda assim, não consegui parar antes do segundo. Dois pães assim do nada, prejudicam o andamento da dieta. Será o fim das noites no Planalto do Chopp?? Será?? Aguarde os próximos capítulos.

dito por Leela | 5:04 AM | |




Alta rotatividade

Nunca tive tantos sonhos eróticos como aconteceu nessa semana. Um entra e sai (pense o que quiser) de homens pelo mundo de sonhos. O mesmo que deveria ser mandado por mim. Bem, na verdade é, mas por uma camada do inconsciente tão inacessível que é quase como se não houvesse controle. Quando digo que foi uma semana movimentada no cérebro adormecido, não quero dizer que foi bom, não. Para ser bem honesta, todos os homens que quase tenho asco estavam lá. Houve uma noite que cheguei a pensar lá de dentro do sonho, quando apareceu um cara muito do esquisito:"espero que não seja um daqueles sonhos." E era. Credo. Até um antigo professor do ensino fundamental estava lá dividindo lençóis comigo.
Cismada mesmo fiquei quando me dei conta da reincidência da coisa. E certa de que sei muito bem o que significa, resolvi, só desta vez, não desligar o telefone da tomada na hora de dormir.

dito por Leela | 4:19 AM | |


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